O diagnósticos de crise tireotóxica é clinico e exige uma elevada suspeita no contexto clínico adequado.
Os sintomas incluem alteração do estado mental (incluindo ansiedade, inquietação, confusão, convulsões e psicose [observada em >99% dos casos]), fadiga (90%) palpitações (60-90%), intolerância ao calor (90%), sudoreses excessiva (90%) e sintomas gastrointestinais (incluindo hiperdefecação ou diarréia, náuseas, vômitos e dor abdominal [30-90%]).
Os sinais clássicos encontrados no exame físico incluem febre (>99%), taquicardia desproporcional ao quadro febril (geralmente acima de 140 bpm [99%]), tremores finos (70%) e extremidades quentes e úmidas. Outras evidências de hipertireoidismo prolongado podem ser encontradas, como bócio (fig.01 e fig.02), perda de cabelos e exoftalmia.
Os exames de função tireoideana ajudam a estabelecer o diagnóstico?

Os exames de função tireoideana sugerem o hipertireoidismo. Entretanto, os níveis hormonais não diferenciam pacientes com tireo

toxicose, sem complicações, daqueles com crise tireotóxica. Por esse motivo, esses exames têm valor limitado na vigência do quadro agudo.
Quais exames laboratoriais devem ser solicitados?
Embora tenham papel limitado durante o quadro agudo, os exames de função tireoideana devem ser solicitados imediatamente. Alterações inespecíficas em mulheres com crise tireotóxica incluem anemia leve, leucocitose, hiperglicemia moderada ou grave e alterações de enzimas hepáticas (1,3). Nenhum desses achados, entretanto, é necessário para estabelecer o diagnósticos, e alguns pacientes apresentam exames laboratoriais normais.